Fundador

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Ebenézer Vieira nasceu em Vitória (ES), no dia 22 de setembro de 1956,  pai de três filhos, duas netas. Psicanalista Clínico, Psicoterapeuta em drogadição, capacitado pela Universidade de Brasília, Psicoterapeuta familiar, bacharel em Teologia.

A sua história começa a ser marcada aos dez anos quando fica órfão de pai e aos doze começa a ter experiência com drogas (cigarro, maconha e depois álcool).

O contato com a droga veio de forma natural, através de um amigo que residia no mesmo bairro e que representava o “cara esperto” da mesma idade, mais “descolado” que fumava maconha.

Desenvolveu diversos comportamentos irregulares que o levaram a contabilizar diversos revezes na vida pessoal, ja agora com três filhos. Diante dos conflitos gerado pelas responsabilidades X condutas reprováveis, depara-se com um grande conflito pessoal. Sabendo que não poderia continuar vivendo da forma que vinha até então, começa a refletir sobre sua vida.

O convencimento para mudar completamente a sua história vem quando ganha uma flanela do Dia dos Pais, escrito “Pai ensina-me o caminho”,  presente do primeiro filho . Isso o faz repensar toda a sua trajetória e ações. “Ele tinha apenas 6 anos, mas conseguiu me impulsionar para uma mudança completa. Onde estou pondo o meu pé, estou fazendo o caminho para o meu filho por os pés dele”.

Próximo de completar 40 anos passa a dialogar com Deus sobre aquele parêntese de 18 anos (12 aos 30 anos) de consumo de drogas e loucuras e se isso não servia para nada.

Um dia sentado observando os animais e conversando com Deus, sentiu o Espírito Santo falando com ele. “Num pasto a minha frente uma vaca defecava e aquilo esparramava e respingava por todos os lugares e a resposta para os meus questionamentos surgiu assim: ‘está vendo essas fezes? Não servirão para nada se apenas forem deixadas onde estão, porém se alguém as recolher e forem colocadas para secar, depois virem a ser misturadas como uma boa terra,  podem ser transformadas em adubo, que tornará a terra fértil para o plantio.’ Olhei para o passado e realmente, muitos dos meus atos se esparramavam e atingiam diretamente ou respingavam indiretamente nas pessoas e nas coisas que vivi, mas tinha a chance de recolher toda essa experiência e transformá-la em adubo na vida de outras pessoas”.

Apesar de todos os questionamentos o seu foco eram os negócios que estavam em pleno crescimento e não queria abandonar tudo para se dedicar a tarefa que Deus estava colocando em suas mãos. Depois de muito pensar, amadureceu e aceitou a ideia de se dedicar a isso.

Na pratica, Ebenézer tinha o nome da associação e o ramo de trabalho que iria atuar, mas não sabia exatamente como funcionava uma casa de recuperação de dependentes químicos e como fazer funcionar. Pegou uma pasta colocou umas folhas em branco e canetas e foi para a rua conversar com as pessoas, mas só encontrava alcoolistas mendigos, viciados necessitados e ninguém aparecia, que quisesse tocar o projeto.

Em 1989 lança-se ao desafio: aluga um sítio e começa a montar a primeira unidade rural da Oficina de Gente contando apenas com um voluntário para organizar os trabalhos.

Dedicando-se exclusivamente ao projeto elabora o estatuto, elege uma diretoria e toma todas às providencias legais para o funcionamento da instituição.

Em apenas um ano, o trabalho ganha notoriedade no Espirito Santo, tornando-se um dos referenciais em tratamento da dependência química e na prevenção contra o uso indevido de drogas.