Coordenador geral

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P1010110Pedro Thimóteo de Almeida Couto Neto, 61, casado com Alda Maria Couto, pai de 4 filhos e avô de 4 netos, nasceu na Gávea, Rio de Janeiro, onde viveu até os 12 anos. A família muda para o Bairro de Irajá e começa uma nova fase na vida dele.

A mudança apresenta um novo cenário e ele começa a fumar maconha e praticar pequenos delitos, chegando mesmo a ser detido algumas vezes pela policia.

Aos 18 anos, cansado de tudo isso, queria mudar de vida. Olhava para amigos crescendo profissionalmente e constituindo família, enquanto ele vivia as margens da sociedade, lutando para continuar vivo.

Deixou o Irajá e foi para Nilópolis, onde conheceu a Alda. Durante o tempo de namoro ela começou a lhe dizer que poderiam ter outro tipo de vida, que havia esperança e com muito amor ela passa a descrever um Deus que até aquele momento ele não conhecia, mostrando que esse Deus era o dono do impossível e que bastava entregar-se.

Algum tempo depois Alda engravida e mesmo sem nenhuma estrutura decidem casar.

O filho nasceu muito doente e uma junta medica da Policlínica no Botafogo, Rio de Janeiro, desenganou os pais, pois como médicos nada mais poderiam fazer apenas amenizar as dores da criança.

Quinze dias depois, o sogro, Pastor da Igreja Assembleia de Deus, ora pelo neto e neste momento Alda compromete-se a ir à igreja e mesmo sem compreender direito, mas sentindo a emoção de ouvir uma oração pela primeira vez, Pedro também se compromete.

Uma semana depois o filho estava curado e a mesma junta medica declarou que a cura como um milagre.

Aliviados, foram à igreja agradecer a cura do filho, mas Deus ainda não havia completado a sua obra. Nessa noite, Pedro, sentiu que a pregação era para ele. Respondia diretamente seus questionamentos e duvidas e no final foi à frente e entregou sua vida a Jesus. Sentindo o perdão consumi-lo completamente e em estado de graça retorna para casa.

A partir desse momento a droga deixou de fazer parte da sua vida.

O Pastor da igreja Metodista Wesleyana, o encaminhou para o seminário com bolsa de estudo, mas não queria ser pastor, pois se achava indigno diante da vida que havia levado. No segundo ano de seminário sentiu o chamado sacerdotal e sem acreditar que aquilo estava acontecendo com ele, buscou orientação do Pastor, que lhe mostrou na Bíblia inúmeros homens com vidas complicados que foram usados por Deus. Aceitou o desafio se sentindo honrado de ser servo do Senhor.

Quatro anos depois estava formado e pastoreando, já tinha mais um filho, trabalhava no Banco Nacional.

Sentindo a necessidade de se dedicar mais a obra do Senhor, deixou o trabalho secular e passou a cuidar de igrejas pequenas e problemáticas integralmente. Depois de algum tempo e com mais experiência passou a sonhar com um novo projeto: implantar novas igrejas.

Com essa ideia, se desligou da denominação que estava e então junto com o pastor Jorge Borges, implantaram a primeira casa de recuperação em Irajá e com ela uma igreja, juntando os sonhos dos dois.

Alugaram uma casa e as noites saiam e recolhiam moradores de rua que queriam mudar de vida. Chegaram a ter 50 homens na casa, sobrevivendo de doações e fé. Na frente da casa tinha um espaço grande que era usado para realizar os cultos com essas pessoas.

Constituímos ali o C.E.R.T.A (Centro Evangélico de Reintegração de Toxicômanos e Alcoólatras).

Deixou o Certa para abrir uma igreja nova, andou pelo Brasil implantando igrejas e quando recebia apoio dos conselhos pastorais locais abria casas de recuperação.

Nos 36 anos de vida pastoral implantou 6 Casas de Recuperação no circuito Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Espirito Santo.

Atualmente, coordena a parte operacional da Comunidade Terapêutica Oficina de Gente, faz a triagem e a internação dos novos residentes, além de direcionar e supervisionar o trabalho dos plantonistas.